terça-feira, 5 de julho de 2022

Batuques de Pernambuco em artigo científico.

Não é de hoje que pesquisadores se debruçam em estudar o Maracatu e as suas representações e significados. De acordo com Guillen (2013) "historiadores, cronistas e memorialistas do final do século XIX e início do século XX, imersos nos problemas que pautaram o pós abolição, buscaram descrever e definir as práticas e costumes de negros e negras que faziam os maracatu nação."

O estudo sobre o Maracatu é objeto de trabalhos de graduação, especializações e programas de pós graduação e resultam em trabalhos de conclusão de cursos de graduação, dissertações, teses e livros sobre o tema, com as mais variadas abordagens. Seja no campo da história, sociologia, antropologia, educação, música, etnomusicologia dentre outros.

Foi nos Anais do VI Encontro de Associação Brasileira de Etnomusicologia - VI ENABET, realizado em 2013 no campus da Universidade Federal da Paraíba - UFPB, que encontramos um artigo em que o Batuques de Pernambuco foi um dos objetos de pesquisa. 

O pesquisador Frederico Lyra de Carvalho em seu artigo "Controvérsias sobre práticas e transformações musicais: concepções de tradição no maracatu pernambucano" – Grupos de Percussão de Maracatu" teve como objetivo "investigar o funcionamento e origem dos grupos de percussão de maracatu encontrados na cidade do Recife e de Olinda e as relações destes com as nações de maracatu e com a sociedade. Problematizando quais as origens destes grupos de percussão, quem são os seus criadores e como se dá o funcionamento, a sua profissionalização. 

 De acordo com Carvalho (2013, p. 196) "foram entrevistados diretores dos seguintes grupos: Corpos Percussivos, A Cabra Alada, Várzea do Capibaribe, Baque das Ondas, Quebra-Baque, Maracatu Batuques de Pernambuco, Percussionistas do CAP (Colégio de Aplicação), Quizumba de Banzé, Paranambuca, Afojubá Batuque, Maracambuco, Batucarte. Todas as entrevistas foram realizadas com base em um roteiro de assuntos a serem abordados, não havendo perguntas especificas à serem respondidas. Além destas tivemos uma conversa, sem registro, com o diretor da nação de maracatu Aurora Africana." 

Segue o trecho no qual o Batuques de Pernambuco figura no artigo: 

"A partir dos anos 90 o maracatu passou a fazer parte ativamente da "cena musical" profissional da cidade do Recife. O movimento Manguebeat por ― Chico Science e Nação Zumbi e ― Fred 04 e Mundo Livre S/A e, anteriormente, a criação do grupo Nação Pernambuco, citados em fontes bibliográficas e nas entrevistas, foram marcos para esta mudança. 

O diretor da Cabra Alada, ex-integrante do Nação Pernambuco, cita Chico Science como impulsor do maracatu. Os diretores do Paranambuca e Batuques de Pernambuco, relatam que suas duas maiores influências são Chico Science e o Nação Pernambuco.(...)" 

Para ler todo o artigo de Frederico Lyra Caralho, que está disponível na internet, basta acessar o link dos Anais do VI Encontro de Associação Brasileira, a partir da página 195. 

Vale a pena dar uma conferida no que o autor escreve sobre o tema. 

Fontes: 

CARVALHO, Frederico L. "Controvérsias sobre práticas e transformações musicais: concepções de tradição no maracatu pernambucano" – Grupos de Percussão de Maracatu, Anais do VI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Etnomusicologia, 27-31 maio, 2013, João Pessoa, Paraíba (org) Carlos Sandroni e Alice Lumi Satomi.

GUILLEN, Isabel C. M. Inventário Cultural dos Maracatus Nação - Ed. Universtária UFPE, 2013, Recife, Pernambuco;

Site: https://www.abet.mus.br/download/AnaisVI_ENABET2013.pdf

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